Weverton e Eliziane falam com jornalistas em coletiva de imprensa em São Luís

Os dois foram alvos de ataques com notícias fake em material apreendido na manhã desta segunda-feira (01) em São Luís

CANDIDATO Reprodução/Internet Weverton e Eliziane falam com jornalistas em coletiva de imprensa em São Luís
Hemerson Pinto

Hemerson Pinto
01/10/2018 16:58 atualizado em 01/10/2018 17:21

Os candidatos ao Senado pelo estado do Maranhão Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), da coligação "Todos Pelo Maranhão", falaram na tarde dessa segunda-feira (01) com a imprensa, em coletiva realizada na sede do PDT em São Luís. 

Os dois comentaram sobre a prisão de quatro pessoas na manhã dessa segunda-feira (01) no Terminal da Praia Grande. O grupo foi preso quando distribuia panfletos com informações que apontam Weverton como réu em processo do Supremo Tribunal Federal e Eliziane de acobertar crime de estelionato. Informações rebatidas pelos dois candidatos como notícias falsas, produzidas com a intenção de prejudicá-los na reta final a campanha. 

Em transmissão ao vivo, feita pelas redes sociais de Weverton, o candidato fez a seguinte declaração ao iniciar o pronunciamento "Não estamos passando qualquer tipo de recibo para a construção de fake news ou qualquer tipo de informação fantasiosa como o adversário está tentando fazer". 

Weverton destacou compromisso com a chapa do governador Flávio Dino e disse que "a divulgação do conteúdo inverídico deixa claro o crime eleitoral e já estamos tomando providências. Vamos pedir a Justiça, ao Ministério Público, que tome providências e nossos advogados já estão fazendo isso", declarou. 

Eliziane Gama disse que antes mesmo do ínicio das campanhas alertou as autoridades responsáveis pela fiscalização do processo eleitoral sobre situações como essa, que poderiam acontecer ao qualquer momento. 

"Defendo uma campanha limpa, feita no campo da verdade, no debate de ideias e propostas (...). Durante o processo eleitoral já percebemos as fake news com intenção e tentativa de descontruir nossas vidas e desestabilizar o processo eleitoral", completou a candidata. 

Ela considerou a atitude "uma forma baixa de fazer política do grupo que está sentado no poder há décadas e não aceita ficar fora do poder e começaram a fazer entrega desse material em terminal de integração". 

Os envolvidos foram apresentado na sede da Polícia Federal em São Luís no final da manhã. A denúncia foi recebida pelo delegado Luís André que em contato com jornalistas afirmou está analisando todo o material apreendido e somente depois vai ouvir os detidos: um homem e três mulheres. 

No início da tarde um blog da capital divulgou que um candidato a deputado estadual assumiu ser autor do material produzido e responsável pela distribuição.

Segundo o blog, o homem disse, por telefone, que tem nota fiscal do valor pago para a gráfica e o CNPJ sob o qual foi feito a encomenda. Outros blogueiros denunciam que os panfletos foram impressos em uma gráfica que pertence a um grupo de comunicação e publicaram o suposto envolvimento de uma emissora de TV. 

No site de um dos jornais da capital foi divulgada uma nota fiscal. O veículo afirma que o documento que expressa o valor de R$ 27.111,25 foi enviado pelo candidato a deputado estadual Paulo Roberto Pinto (PRTB), o 'Carioca do Povo', ao assumir a autoria. 

O mesmo jornal afirma que o partido de Carioca compõe a base de uma candidata ao governo do estado e que o político tem apoio o candidato a senador de outro grupo.  

Weverton Rocha disse na coletiva que reconhece o envolvimento da pessoa que esta assumindo a culpa com o grupo que pode ter planejado os ataques via informações falsas sobres ele e Eliziane. A Polícia Federal ainda não se pronunciou sobre essas informações e sobre envolvimento de um jornal e uma emissora.    

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