Show de Kendrick Lamar encerra Lollapalooza 2019

Rapper mais relevante da atualidade, americano concentrou repertório em 'Damn', idolatrado por críticos

FESTIVAL Reprodução Show de Kendrick Lamar encerra Lollapalooza 2019

G1
08/04/2019 09:27 atualizado em 08/04/2019 14:42

Rapper mais relevante da atualidade, Kendrick Lamar fechou o Lollapalooza 2019 no domingo (7), em São Paulo, com um show explosivo, que cumpriu expectativas rodeadas por seu gordo histórico de prêmios e a idolatria dos críticos. 

O rapper de Compton, periferia de Los Angeles (EUA), levou ao festival seu repertório concentrado no disco “Damn”, mistura de narrativa crítica ao racismo na América e desabafo introspectivo de conflitos sociais e emocionais.

O mais pop de sua carreira, o álbum foi aclamadíssimo em 2017. Arrebatou o Grammy e ganhou até um Pullitzer de música - ele foi o primeiro artista popular a conseguir o feito. Kendrick canta sobre a luta para chegar aonde está em “Element”, uma das primeiras do setlist, recebida com exaltação pela plateia.

Ao mesmo tempo, narra o assassinato de um garoto pobre e negro em “XXX” - que na versão original tem o U2, com um Bono de voz quase irreconhecível. O público ouviu respeitoso. A comoção em "Love", que perde força sem a voz do jovem cantor Zacari, criou um dos momentos mais melosos da noite.

No mais eufórico, o rapper incentivou a multidão a gritar o refrão de “Humble”. Em “Loyalty”, originalmente gravada com Rihanna, mostrou que domina acrobacias com a voz. Kendrick também incluiu “All the stars”, criada para a trilha de “Pantera Negra” e candidata ao Oscar, que encerrou a apresentação, com plateia já esvaziada. E um cover: “Goosebumps”, de Travis Scott.

Do repertório anterior a “Damn”, o destaque foi “Alright”. A música do disco "To pimp a butterfly" (2015) se tornou um hino dos protestos do Black Lives Matter, movimento de combate à violência contra negros nos Estados Unidos. O público aparentava entender o significado político daquelas rimas.

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