Saúde pública de Imperatriz foi tema de audiência do MPMA

Participantes aproveitaram o momento para expor números que revelam a situação da rede municipal de saúde

IMPERATRIZ Ascom MPMA Saúde pública de Imperatriz foi tema de audiência do MPMA
Hemerson Pinto

Hemerson Pinto
15/05/2019 16:45

Na abertura do evento, o promotor Newton Belo considerou o momento como uma reunião de trabalho para tratar sobre a saúde pública da segunda maior cidade do Maranhão. 

A audiência promovida pela 5ª Promotoria de Justiça em Defesa da Saúde também reuniu representantes do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Imperatriz, da Câmara Municipal, da Gerência Regional de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde e dos hospitais administrados pelo município e pelo governo do estado. 

Segundo o MPMA, a audiência aconteceu depois do aumento da demanda de reclamções levadas por usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a 5ª Promotoria de Justiça sobre falta de medicação e até suspensão de cirurgias no Hospital Municipal, Socorrão, por falta de material, como as cirurgias de aneurisma, um dos assuntos que repercute desde a semana passada quando a filha de uma paciente levou o caso a público. 

A vendedora Weslany Barros esteve presente para mais uma vez pedir ajuda para a cirurgia da mãe ser realizada. A mulher de 49 anos está internada numa UTI do Socorrão há 60 dias. "Eu ouvir dos médicos que eles não podiam fazer a cirurgia da minhã mãe porque não tinha material, até os clipes que são necessários", afirmou. 

O secretário de saúde, Alair Firmiano, disse que o Socorrão continua realizando a média de 650 cirurgias mensais e que os materiais e instrumentos que faltavam para a realização de cirurgias como a da mãe de Weslany já foram disponibilizados. "As cirurgias que estavam suspensas voltaram a ser realizadas", comentou. 

Alair disse que um dos problemas que resultou na suspensão de cirurgias foi o incêndio no prédio do Socorrinho no início do mês de março. Segundo o secretário, as chamas atingiram o almoxarifado e consumiu materiais usados nas cirurgias do Socorrão. 

Representante do Ministério Público Federal, o procurador da república Jorge Maurício, revelou que nos últimos cinco anos o MPF abriu 14 investigações e ajuizou 27 Ações Civis Públicas contra o município de Imperatriz, "estes números relacionados somente as apurações de irregularidades na gestão de recursos federais para a saúde, desvio de recursos", afirmou. 

No final da audiência, o secretário de saúde do município fez a seguinte declaração: "(...) a partir dessa semana vamos começar a regularizar as cirurgias (aneurisma) até acabar toda a demanda de pacientes que estão esperando algum tempo". 

Para o defensor público do estado do Maranhão, Artur Moura, a audiência foi "uma oportunidade de aproximação entre as instituições em prol da melhoria do serviço público de saúde prestado no município", depois de afirmar que entre junho de 2018 até este período de 2019, mais de duas mil famílias procuraram a Defensoria Pública do Estado para pedir ajuda sobre a demora no atendimento ou tratamento de pacientes da rede municipal. 

Os próximos passos serão as formações de mesas de conciliação com as partes envolvidas nas reclamações para tentar a solução de problemas. 

Audiência aconteceu no auditório das Promotorias de Justiça. (Foto: Ascom MPMA)


 

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