Não esperávamos fake news nas eleições, diz presidente da Coptrel

Ele se reuniu na manhã de segunda-feira (22) com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber

ELEITOR Hamilton Ferrari Não esperávamos fake news nas eleições, diz presidente da Coptrel

Correio Brasiliense
23/10/2018 14:20

O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), Márcio Vidal, disse que, apesar de as fake news serem previstas antes das eleições, não era esperado que o processo eleitoral seria uma vítima das informações falsas. Ele se reuniu na última segunda-feira com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber. 

O encontro foi agendado para discutir as medidas para organização e logística do segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo (28). Todos os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais estavam presentes, com exceção do estado de Sergipe, que não pode participar. Durante entrevista com jornalistas, o presidente da Coptrel ressaltou que o processo eleitoral é seguro, apesar dos questionamentos. 

“Era previsível (fake news)? Sim. Só que não esperávamos que fosse nós, em certo momento, fôssemos vítimas dessa fake news, quando se colocou em dúvida a lisura da urna eletrônica. Isso, até de certa forma, até foi positivo porque é um instrumento tecnológico que está há mais de 20 anos em atividade e não se tem notícia de qualquer tipo de irregularidade e que nesse momento propiciou a Justiça Eleitoral demonstrar que ela é confiável”, ressaltou Vidal. 

Segundo ele, porém, as fake news são difíceis de serem solucionadas. “Nós estamos vendo, em grande massa, a formação de uma sociedade digital. Isso em toda parte do mundo. Todos os países que recentemente realizaram o processo eleitoral se depararam com o problema. Tanto que, o presidente da França, criou uma pasta específica para combater as fake news. Hoje, infelizmente, não se há uma forma para se controlar, porque se for controlar vão falar que nós estamos fazendo censura e liberdade de expressão”, afirmou o presidente da Coptrel. 

Vital ressaltou que, em um determinado momento, haverá um certo “equilíbrio” na relação de expressão e com aquilo que é realmente “útil” para a sociedade. A reunião com os presidentes dos TREs ainda ocorria por volta de 13h30. Os estados apresentaram suas propostas para melhorias na logística e organização. As reivindicações foram separadas por regiões. “Nós estamos nas vésperas do segundo turno, então, situações que ocorreram no primeiro turno nós estamos reunidos para dialogar e corrigir alguns equívocos: aqueles que são possíveis corrigir neste momento”, declarou o presidente da Coptrel. 

Mais servidores

Vidal exemplificou a falta de logística, que resultou em filas “enormes”. “Estamos buscando corrigir essa situação, colocando mais servidores da Justiça Eleitoral e voluntários para auxiliar os trabalhos”, disse. O presidente da Coptrel não soube estimar, porém, qual será o número de pessoas em todo o país. De acordo com ele, a definição depende de cada Tribunal Regional Eleitoral.

Vidal ressaltou ainda que a biometria “não tem nada a ver” com a urna eletrônica. “Ela tem como objetivo identificar com segurança o cidadão eleitor. Antes da biometria e com ela se chegou a alguns casos gritantes de um eleitor que tinha 54 títulos de eleitor. Então isso, em tese, votava 54 vezes. E tantos outros. Então, é um instrumento que objetiva propiciar uma segurança para todos. É óbvio que nesse primeiro momento, com a série de dados. Tivemos certa dificuldade com o aparelho de coleta dessa biometria, mas isso a Justiça Eleitoral vai corrigir ao longo do tempo”, apontou.  

 

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