Mulher atropelada na Avenida Liberdade ainda espera cirurgia no HMI

Nove dias se passaram desde a tragédia que terminou com a morte de duas mulheres e quatro pessoas feridas na Vila Ipiranga; a mulher está com o braço quebrado aguardando cirurgia

IMPERATRIZ Arquivo/Família Mulher atropelada na Avenida Liberdade ainda espera cirurgia no HMI
Hemerson Pinto

Hemerson Pinto
12/06/2019 15:30 atualizado em 12/06/2019 17:02

Maria Concebida dos Reis Araújo é a mulher de 52 anos de idade que na semana passada foi atropelada juntamente com outras cinco pessoas na Vila Ipiranga, região da Grande Cafeteira. O acidente aconteceu na Avenida Liberdade. Era a noite e o grupo acabava de participar do ensaio do coral da igreja evangélica do bairro na residência de um dos integrantes.

Ao terminar o ensaio, Maria Concebida e os demais estavam na calçada quando foram surpreendidos por um carro desgovernado. A condutora perdeu o controle da direção, o veículo subiu a calçada e arrastou quem estava pela frente.

Ruth Paixão morreu no local. A segunda morte foi de Ildemez Silva, que foi socorrida e morreu duas horas depois no Hospital Municipal. Outra mulher teve a perna decepada com a força do impacto. Um morador da casa e dona Maria Concebida quebraram o braço. E outra mulher foi levada para o Socorrão com fortes dores pelo corpo.

Nessa quarta-feira, 12, o genro de dona Maria Concebida entrou em contato com o Jornal Correio, informando que a espera pelo procedimento cirúrgico já dura nove dias.

“Ela fraturou o braço e o antebraço, ou seja, dois lugares, e até o momento se encontra no Hospital Municipal de Imperatriz e sem previsão para a operação", explicou Ednaldo Conceição.

Mais transtorno

E a espera da sogra de Ednaldo pode ser maior ainda. Na tarde da última segunda-feira começou a circular na cidade a informação de que a empresa Clínica Cirúrgica de Imperatriz havia suspendido o atendimento no HMI por questões relacionadas ao atraso no pagamentos do cirurgiões, o que estava completando seis meses, assunto que foi discutido em audiência com o Ministério Público do Maranhão no início do mês.

Já a assessoria de comunicação da Prefeitura de Imperatriz afirma que o pagamento dos médicos foi suspenso nos meses de fevereiro e março por irregularidades na cobrança realizada pela empresa.

“A Clínica Cirúrgica cobra por dois médicos de plantão presencial, no entanto disponibiliza apenas um médico presencial, conforme escala de plantão divulgada pela própria empresa e também conforme relatório de fiscalização realizado pela fiscal de contratos, responsável pela fiscalização de execução do contrato da Clínica Cirúrgica de Imperatriz”, diz trecho da nota enviada ao Jornal Correio.

A prefeitura também rebate a afirmação de que pagaria no dia 10 de junho parte dos pagamentos suspensos:

“(..) Como pode ser observado em ata de audiência extra-judicial, realizada no dia 04 de Junho de 2019, onde a clínica cirúrgica enfaticamente declinou que não possui mais interesse de prosseguir na prestação dos serviços de urgência e emergência no município de imperatriz, ao tempo em que informa o prazo de 40 dias para que a empresa deixe de prestar o serviço ou que as partes entrem em consenso no que diz respeito à correção dos itens cobrados, nos termos do contrato vigente, portanto nunca houve promessa de pagamento até dia 10 de junho, até porque esses pagamentos seriam irregulares”.

Quanto ao pagamento de abril e maio de 2019, ainda segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Imperatriz, não foram realizados também por conta da apresentação de planilha com cobranças indevidas. O Jornal Correio não conseguiu contato com a empresa. 

Ainda sobre o acidente, a condutora do veículo envolvido na tragédia, Viviane Santos Silva, 19 anos, responde o processo em liberdade com o uso de tornozeleria eletrônica. 

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