Justiça nega pedido de afastamento de vereadores de São Miguel

O seis vereadores devem permanecer no cargo até o final do julgamento da Ação

CIDADES Reprodução Justiça nega pedido de afastamento de vereadores de São Miguel
Hemerson Pinto

Hemerson Pinto
25/04/2019 15:40

O caso envolve o vizinho município de São Miguel, no estado do Tocantins, onde uma confusão envolvendo os vereadores foi parar na Justiça. Uma alteração no regimento interno da Câmara Municipal determinou a renovação da Mesa Diretora, o que teria de ser feito em eleição marcada para 21 de junho de 2018, para o biênio 2019-2020.

O problema ocorreu quando o processo eleitoral teve apenas a inscrição de uma chapa, e formada por vereadores da oposição. No dia da votação, o vereador presidente da Câmara teria José Amari Lopes, o Nari (PR), admitiu a apreciação de requerimentos contrários à eleição e impediu que as candidatas de oposição se pronunciassem.

A sessão foi encerrada sem a realização do pleito eleitoral e com cenas que ficaram marcadas na memória de quem estava presente, como o presidente e vereadores do grupo dele fechando o prédio e desligando a energia elétrica. Os demais vereadores resolveram realizar a eleição do lado de fora e elegeram a vereadora Maria da Consolação Oliveira, a Consola (PODE), como nova presidente.

O gesto da oposição fez os vereadores ligados ao grupo de Nari ingressarem com ações para impedir que a nova chapa assumisse. Por último, Neri baixou o decreto considerando todos atos realizados pelo outro grupo como ilegais.

A briga rendeu algumas páginas no processo aberto pelo Ministério Público do Estado do Tocantins, que acabou pedindo o afastamento dos vereadores Osmarzinho (PV), Dasiree Borba (PP), Murilo (PV), Júnior da Nizete (MDB), Nari (PR) e Nonatinho (PODE).

Como resposta, na última quarta-feira, o juiz Jefferson David Asevedo Ramos negou o pedido de liminar por violação do regimento interno da Câmara de Vereadores e pela realização de manobras nas eleições da mesa diretora, e manteve os seis vereadores no cargo até o julgamento final da Ação. Outros episódios ainda ligados a disputa pelos cargos da Mesa Diretora terminaram em portas arrombadas e troca de fechaduras.

A briga rendeu algumas páginas no processo aberto pelo Ministério Público do Estado do Tocantins, que acabou pedindo o afastamento dos vereadores Osmarzinho (PV), Dasiree Borba (PP), Murilo (PV), Júnior da Nizete (MDB), Nari (PR) e Nonatinho (PODE).

Como resposta, na última quarta-feira o juiz Jefferson David Asevedo Ramos, negou o pedido de liminar por violação do regimento interno da Câmara de Vereadores e pela realização de manobras nas eleições da mesa diretora, e manteve os seis vereadores no cargo até o julgamento final da Ação.

Outros episódios ainda ligados a disputa pelos cargos da Mesa Diretora terminaram em portas arrombadas e troca de fechaduras.

Com informações: Folha do Bico

Instagram @correioma