Eleitores que filmaram voto são alvos da Polícia Federal

PF também vai investigar outros crimes eleitorais cometidos no último domingo por eleitores

ELEITOR Eleitor deve obedecer normas durante a votação para não cometer crimes.
Reprodução/Eleitor deve obedecer normas durante a votação para não cometer crimes.

Congresso em Foco
Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (10) três ações simultâneas para investigar e cobrir crimes relacionados às eleições de 2018. As ações têm o objetivo de aprofundar as investigações sobre vídeos que circulam nas redes sociais e aplicativos de conversa e os investigados poderão responder pelos crimes de violação do sigilo do voto e porte ilegal de arma.

No último domingo (7), durante a votação do primeiro turno, circulou um vídeo nas redes sociais e aplicativos em que um eleitor digitava o número 17 – do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) – com um revólver.

Em nota, a PF informou que estão sendo cumpridos um mandado de busca e apreensão no estado do Paraná e a lavratura de dois termos circunstanciado e de ocorrência nos estados de São Paulo e Sergipe. As ações integram o conjunto de atividades desenvolvidas pelo Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral (CICCE/2018).

Segundo a lei eleitoral, é proibido portar celulares, máquinas fotográficas e filmadoras dentro da cabine de votação. A polícia informa que no caso do estado do Paraná, os suspeitos serão investigados pelos crimes de violação do sigilo de voto e por porte ilegal de armas e no caso dos estados de Sergipe e São Paulo, pela incitação de crime contra candidatos.
 

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