Daniel Alves concede entrevista em sua residência, na Bahia

Jogador lembra do começo da carreira, não se preocupa com comparações com ex-laterais e que só quer orgulhar os pais

SELEÇÃO BRASILEIRA Hector Werlang Daniel Alves concede entrevista em sua residência, na Bahia

Globo.com
17/06/2019 12:00 atualizado em 17/06/2019 15:13

Após cornetar o comportamento da torcida brasileira em São Paulo, na vitória sobre a Bolívia, Daniel Alves concedeu entrevista coletiva em sua casa, no domingo (16), em Salvador. Nascido em Juazeiro (BA), o jogador de 36 anos segue com orgulho no time que enfrenta a Venezuela, nesta terça-feira (18), na Fonte Nova, pela segunda rodada do Grupo A da Copa América. “Aqui é onde tudo começou. Sinto uma coisa diferente, um alívio de ter feito o que sonhei fazer. Quando volto, é para comemorar. Um filho da terra foi, fez e está aqui de volta fazendo” – resumiu o jogador do Brasil, que espera "um axé diferente" na Bahia, como disse na saída do Morumbi.

Inspirado na volta para Salvador, ele lembrou o início da carreira, saindo de Juazeiro para Salvador. O lateral contou curiosidade do seu início na trajetória do tricolor baiano. – “Eles (Bahia) foram contratar outro jogador e eu vim no pacote. Foi uma história engraçada (risos). Eu não tinha contrato em Juazeiro, fui assinar no ônibus, porque senão não teria ajuda de custo no Bahia. Assinei no caminho para a federação para poder ganhar os R$ 60. Pode não parecer muito, mas ajudou muito a minha família. Esse tipo de história é inspiradora, ensina a não deixar de acreditar” – contou o jogador.

Questionado se sente entre os maiores nomes da lateral direita da história da Seleção - numa lista que tem Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Leandro, Cafu e Jorginho -, Daniel disse que não se preocupa com isso. E lembrou a trajetória de conquistas, principalmente fora de campo. – “Sinceramente enquanto estiver jogando não é uma preocupação. Depois também (risos). São nomes que foram referências para mim na minha carreira, na minha trajetória. Sou perfil de profissional que procuro acumular números e depois os historiadores que me coloquem no lugar que quiserem. Só quero fazer. Desde que saí de casa só queria orgulhar os meus pais. É o título maior da minha vida. É voltar em casa e sentir orgulho do que fizemos. Nesse prêmio tenho certeza que estarei em primeiro lugar” – diz Daniel Alves.

Apesar de evitar comparações, Daniel resumiu seu futebol sem modéstia. Disse que se espelhava em Cafu e Jorginho. Com a perseverança e dedicação de Cafu e a qualidade de Jorginho.

Instagram @correioma