Copa Interestadual de Basquete em Cadeiras de Rodas começa nesta sexta

Competição conta com equipes dos estados do Pará, Ceará, Piauí, Tocantins e duas do Maranhão, sendo uma da capital e outra de Imperatriz

BASQUETE CENAPA de Imperatriz treina visando a conquista do bi-campeonato.
Assessoria/CENAPA de Imperatriz treina visando a conquista do bi-campeonato.

Assessoria
Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018

Acontece nesta sexta-feira (9), às 19h, na quadra da escola Dom Bosco, a abertura oficial da 2° Copa Interestadual de Basquete em Cadeira de Rodas. A iniciativa reproduz a parceria de patrocínio com o grupo Equatorial Energia e Cemar através da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Maranhão. Dessa vez, a competição é organizada pelo Instituto Legal de Cultura, que possui no currículo eventos de grande porte, como os Jogos de Verão de Imperatriz.

Os jogos acontecem na própria sexta e seguem no sábado (10) e domingo (11). Neste ano de 2018, a segunda edição do evento conta com a participação de seis equipes, oriundas dos estados do Ceará, Pará, Piauí, Tocantins e duas do Maranhão, sendo uma da capital São Luís e outra de Imperatriz, o Cenapa (Centro de Assistência Profissionalizante ao Amputado e Deficiente Físico), que tem o título de campeão maranhense em 2014. Na última terça-feira, o time imperatrizense recebeu a doação de 14 novas cadeiras de rodas e kit de uniformes completo, ação essa que também faz parte do projeto.

Todas as equipes de fora que participam do evento recebem passagens de ida e volta, hospedagem em hotel próximo ao local das competições, além de alimentação completa (café da manhã, almoço e janta) e apoio logístico, como um ônibus disponível para translado na cidade durante os dias de competição.

Sobre o esporte

Praticado inicialmente por ex-soldados norte-americanos que haviam saído feridos da 2ª Guerra Mundial, o basquete em cadeira de rodas fez parte de todas as edições já realizadas dos Jogos Paraolímpicos. No Brasil, a modalidade tem forte presença na história do movimento paraolímpico, sendo a primeira a ser praticada no país, a partir de 1958, no Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida e pela ação do técnico Aldo Miccolis.

As cadeiras de rodas utilizadas por homens e mulheres são adaptadas e padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC). Apesar da popularidade no país, o Brasil ainda não conquistou medalhas na modalidade em Jogos Paraolímpicos. A estreia da Seleção masculina foi nos Jogos de Heidelberg 1972, e, da feminina, em Atlanta 1996. As melhores colocações brasileiras na modalidade foram o quinto lugar, no masculino, e o sétimo, no feminino, obtidas no Rio 2016. A Seleção feminina também conquistou a medalha de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015 e de Guadalajara 2011.

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