Catadores participam de audiência pública na Câmara Municipal

Evento realizado na Semana do Meio Ambiente falou sobre a importância da categoria no desenvolvimento do Plano Municipal de Resíduos Sólidos

IMPERATRIZ Fábio Barbosa Catadores participam de audiência pública na Câmara Municipal
Hemerson Pinto

Hemerson Pinto
06/06/2019 15:25

A audiência pública foi solicitada pelo projeto Catadores de Direitos e realizada nesta quinta-feira, 06, na Câmara Municipal de Imperatriz, um dia depois do Dia do Meio Ambiente, 05 de junho, e na véspera do Dia Nacional do Catador, 07 de junho. 

O objetivo da audiência pública foi lembrar a importância do papel do catador de material reciclável dentro das propostas de desenvolvimento do Plano Municipal de Resíduos Sólidos, que inclui várias ações voltadas para a destinação correta dos resíduos por meio de projetos, como os de coleta seletiva, o destino correto do esgoto e a construção de aterro sanitário.

A coordenadora do Catadores de Direitos lembra "que o plano de resíduos funciona com a participação do tripé: poder público, catadores e sociedade geral, e esta audiência com vários convidados é importante para se discutir isso e destacar que o catador é fundamental nesse processo", explicou Maria da Paz.

O projeto Catadores de Direitos foi criado a partir de iniciativas da Cáritas Regional e hoje atende cerca de 450 crianças e adolescentes, filhos de catadores e de famílias que moram em comunidades carentes. Hoje, a Cáritas, o projeto Catadores de Direitos e a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Imperatriz, Ascamari, trabaham em conjunto buscando melhorar a vida dos catadores e seus dependentes. 

Para o presidente da Ascamari, José Ferreira, o 'Zezinho', é importante que o poder público desenvolva mais ações voltadas principalmente para a saúde do catador. "É uma forma de valorizar o homem catador, a mulher catadora, trabalhamos muito expostos, precisamos de ações voltadas para a nossa saúde", afirmou. 

Zezinho disse que o Município contribue com algumas ações dos catadores e que os ajudou a melhorar a renda com o projeto da coleta seletiva. O material coletado nas ruas é levado para a sede da Ascamari, na Vila Fiquene, e a maior parte é aproveitada. O que não pode ser reciclado é levado para o lixão. 

Com o aumento do demanda que a Ascamari recebe por meio da Coleta Seletiva do Município "precisamos agora adquirir mais uma área para ampliar a estrutura", segundo Zezinho, além de prensas e outras máquinas para melhorar a qualidade do serviço. 
 

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