Catadores lutam por melhorias e ganham terreno para a Ascamari

Grupo esteve reunido em audiência pública na Semana do Meio Ambiente, quando cobrou mais apoio do poder público

IMPERATRIZ Divulgação/Prefeitura Catadores lutam por melhorias e ganham terreno para a Ascamari
Hemerson Pinto

Hemerson Pinto
11/06/2019 17:03

A Associação dos Catadores de Material Reciclável de Imperatriz, Ascamari, é a entidade que representa a categoria. Atualmente são 54 associados, mas os benefícios conquistados pela associação também chegam aos familiares destes trabalhadores, por meio de projetos como o Catador de Direito, que até o segundo semestre de 2019 continuará atendendo cerca de 450 crianças e adolescentes, parentes de catadores e de famílias de comunidades carentes. 

Há quase uma década a batalha contra o preconceito e pelo reconhecimento de direitos dessa classe foi reforçada aos poucos, até chegar o dia da conquista de máquinas, galpão, instalação de pontos de coleta seletiva, o que veio facilitando o dia a dia dos catadores e melhorando a renda. 

Outra conquista foi o aumento da produção com a chegada da Coleta Seletiva realizada pelo Município. O material coletado por três equipes diariamente nas ruas de Imperatriz é levado para a sede da Ascamari. Lá, os catadores selecionam o que pode ser reciclado, e agora têm um volume maior de material para prensar e vender para as empresas de reciclagem da cidade. 

Na semada passada o grupo participou de audiência pública na Câmara Municipal, na Semana do Meio Ambiente. Comemorou resultados e cobrou mais apoio. Nesta terça-feira a Prefeitura divulgou a doação de uma área de 4.690 m² para a Ascamari, ação por meio da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária. 

O espaço é localizado na Vila Fiquene, próximo ao Recanto Universitário, e deve servir para ampliação do galpão dos catadores, que já existe na área ao lado. Nos próximos dias um projeto de lei deve ser encaminhado à Câmara para votação dos vereadores. A aprovação é o que formaliza a doação. 

Com mais espaço, os catadores poderão receber mais material, instalar mais equipamentos e aumentar a produção, consequentemente melhorando a renda das famílias. Segundo a Ascamari, em 2018 foram coletadas 262.873 toneladas de resíduos recicláveis na cidade. 

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