Audiência reúne deputados e vereadores contra a reforma da Previdência

Organizações e movimentos sociais marcaram presença para dizer não a reforma

IMPERATRIZ Reprodução Audiência reúne deputados e vereadores contra a reforma da Previdência
Daniela Souza

Daniela Souza
29/03/2019 17:00

Na manhã desta sexta (29) a Câmara Municipal de Imperatriz reuniu vereadores, deputados e senadores para discutir estratégias a proposta de reforma da Previdência Social articulada pelo governo federal. Bandeiras das instituições, Organizações e movimentos sociais marcaram presença para dizer não a reforma.  

Como é de práxis nas sessões da Câmara, foi aberto primeiramente para três representantes do Fórum [instituições presentes] explicarem seus posicionamentos. Uma mulher se pronunciou contra e esclareceu que as mulheres brasileiras serão as mais prejudicadas. Ao finalizar sua fala na Tribuna, ela sugeriu que cada um pegasse na mão dos colegas do lado esquerdo e direito, e exclamou em alto e bom som ‘Ninguém Solta a Mão de Ninguém’.  

O deputado estadual, Rildo Amaral, falou por quase quatro minutos na Tribuna. Tempo suficiente para se posicionar diante da plenária contra a reforma da previdência. “Se caso for aprovado a reforma, enquanto deputado estadual, farei uma menção de protesto na Assembleia Legislativa. Porque trabalhador é para ser respeitado”, disse.  

Os deputados federais Bira do Pindaré (PSB) e José Carlos (PT) também se posicionaram contra a reforma. Eles dois, além do senador Werveton Rocha, estarão presentes no Congresso e votam os projetos de Lei a nível nacional, assim vão poder levar as discussões da plenária de Imperatriz, ocorrido nesta sexta (29).  

A Audiência Pública foi organizada e mobilizada pelos vereadores Carlos Hermes e Aurélio Gomes, juntamente com instituições e movimentos sociais de Imperatriz. Mais de 20 organizações marcaram presença, além da Colégio Estadual Graça Aranha.  

As mobilizações e protestos ocorridos nas últimas semanas objetivam barrar a reforma que irá prejudicar a vida de centenas de trabalhadores rurais e da cidade. Com a reforma, o tempo de contribuição aumenta para 40 anos.

Quem tiver acima de 60 anos receberá apenas R$ 400,00, e acima dos 70 anos, um salário mínimo. A Previdência Social, tal como está agora, está vigente desde 1988.  

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