Ataques atingem rede elétrica e deixam moradores às escuras no Ceará

Enel tem dificuldade em fazer reparo na fiação elétrica devido à insegurança em alguns bairros da capital cearense. Veículos da companhia foram incendiados nos ataques que o Ceará sofre

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Diário do Nordeste
10/01/2019 15:20 atualizado em 10/01/2019 16:10

Comunidades inteiras estão às escuras e sem reparo da rede de energia elétrica em virtude dos ataques ocorridos no Ceará desde a madrugada da quarta-feira (2). Criminosos destruíram as lâmpadas de iluminação pública na periferia de Fortaleza e danificaram a rede elétrica. Sem segurança, os veículos e funcionários da Enel, distribuidora de energia no Estado, não conseguem fazer a manutenção.

No Conjunto Jardim União, em Fortaleza, os moradores estão sem energia elétrica nas ruas e nas casas desde terça-feira (8). 

O mesmo ocorre na Rua Submarino, no Bairro Bom Jardim; além da falta de energia elétrica, os postes estão em curto-circuito, de acordo com os moradores. A Enel suspendeu o atendimento à população após ter 11 carros incendiados durante os ataques iniciados no Estado, quando criminosos passaram a incendiar ônibus, transportes escolares, veículos de prefeituras, prédios públicos e estabelecimentos comerciais na capital e no interior.

Enel

Carros da Enel têm sido alvos constantes dos ataques criminoso. Em Maracanaú, no bairro Jardim Jatobá, na quarta-feira (9), mais um veículo foi queimado

Os criminosos realizam os ataques numa tentativa de fazer com que o Estado recue de medidas contra criminosos presos, como a fiscalização da entrada de celulares nos presídios e a divisão nas unidades por facção. O Estado afirmou que não iria “recuar um milímetro”. 

Em nota, a Enel, empresa distribuidora de energia do Estado, disse que está retomando, aos poucos, os serviços de reparo e manutenção da rede elétrica.

Ao mesmo tempo, a Enel afirma que nos locais onde são identificadas situações de risco há uma demora maior no atendimento, uma vez que é necessária a escolta de agentes da Polícia Militar nesses atendimentos. 

Ainda de acordo com a empresa, no período da noite são realizados apenas atendimentos emergenciais, aquelas onde há risco de vida para a população.

Com os ataques em série, a população de Fortaleza e da Região Metropolitana sofre ainda com interrupções frequentes no transporte público, falta de coleta de lixo e com o fechamento do comércio, que já sente as vendas despencarem. 

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