Acusados da morte de prefeito vão a júri popular

'Bertin' foi assassinado em 2007 quando exercia o cargo de prefeito de Presidente Vargas

CIDADES 'Bertin', ex-prefeito de Presidente Vargas, morto em 2007.
Reprodução/'Bertin', ex-prefeito de Presidente Vargas, morto em 2007.
Hemerson Pinto

Hemerson Pinto
Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018

O Júri Popular está marcado para o próximo dia 26 na Câmara Municipal de Presidente Vargas, no Maranhão. Os réus José Evangelista Duarte Santos, Benedito Manoel Martins Serrão e Raimundo Nonato Gomes Salgado, acusados do assassinato do prefeito do Município de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu Santos Aguiar – o “Bertin”, e de tentar contra a vida de Pedro Pereira de Albuquerque – o “Pedro Pote”.

O crime aconteceu no município de Itapecuru-Mirim no dia 06 de março de 2007. As vítimas que estavam no veículo conduzido por ‘Bertin” sofreram uma emboscada.

Os réus foram denunciados pelo Ministério Público Estadual. Conforme a denúncia, as investigações policiais revelaram que os denunciados executaram esses crimes a mando de terceiros – fato apurado em outros autos – que tinham interesse em se beneficiarem de esquema de corrupção existente naquele município, concluindo que os crimes ocorreram em razão do controle político do município e do uso indevido de dinheiro público.

Com o assassinato do prefeito, os mandantes seriam beneficiados, pois Bertin deixaria o comando da prefeitura, permitindo que o então presidente da Câmara de Vereadores assumisse e pudesse pôr em prática um esquema de corrupção. Os três policiais acusados não obteriam qualquer benefício direto com o assassinato, mas sim os mandantes.

Após a análise da denúncia, o Judiciário de Itapecuru decidiu, diante da existência de materialidade e indícios suficientes de autoria do crime, pronunciar os três executores nas penas do artigo 121, §2º, I e IV combinado com o artigo. 29, todos do Código Penal, em relação a Bertin, e nas penas do artigo 121, §2º, IV combinado com o artigo 14, II e artigo 29 do Código Penal, em relação à vítima Pedro Pote, a fim de que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O CRIME – Depois que tiveram o carro abordado pelos acusados, as vítimas ficaram sob a mira de armas de fogo, tendo sido disparados dois tiros, na porta esquerda do veículo das vítimas.

Em seguida, os três primeiros denunciados, todos militares, renderam as vítimas, tentando algemá-las uma a outra. O primeiro denunciado efetuou dois disparos em Bertin – um na região frontal, e outro na região mandibular -, e o segundo e o terceiro denunciados tentaram imobilizar a segunda vítima, Pedro Pote, tendo o terceiro denunciado efetuado um disparo na região mamária direita, transfixando o tórax. Depois de lutar contra o soldado Salgado, a vítima Pedro Pote conseguiu se livrar das algemas, mas ao tentar fugir foi perseguido e golpeado, com estocadas de faca na cabeça. Após os crimes, os acusados fugiram ao notar a chegada de um terceiro veículo trafegando na BR.

Com informações do Portal do Munim

Instagram @correioma