9 filmes para ficar de olho na corrida pelo Oscar 2019

Premiação este ano pode contar com retorno de diversos nomes fortes das últimas edições da cerimônia

CINEMA Alguns filmes já despontam como possíveis indicados.
Reprodução/Alguns filmes já despontam como possíveis indicados.

B9
Domingo, 07 de Outubro de 2018

Falta muito para o Oscar, a principal premiação da indústria cinematográfica americana. A cerimônia ocorrerá no dia 24 de fevereiro de 2019. Os filmes que protagonizarão o evento, porém, já estão entre nós. Alguns deles estão desde o começo do ano, já que o lobby para que filmes como “Pantera Negra” figurem entre os destaques da temporada de prêmios é enorme.

Outros, como “Nasce Uma Estrela”, desenham seu caminho ao passar com destaques e prêmios por alguns dos principais festivais do mundo, como o Festival de Veneza e, mais recentemente, o Festival de Toronto. Decidimos, então, selecionar aqueles que provavelmente serão os principais filmes nessa corrida do Oscar. 

“Beautiful Boy”, de Felix Van Groeningen

O filme em questão não é um dos mais aguardados da temporada, mas tem grandes chances de crescer devido à presença de Timothée Chalamet (o Elio de “Me Chame Pelo Seu Nome”), que interpreta um jovem dependente químico que luta contra seu vício e uma relação conturbada com seu pai, vivido por Steve Carell.

“A Favorita”, de Yorgos Lanthimos

Protagonizado por Emma Stone (vencedora do Oscar por “La La Land”) e Rachel Weisz (que já trabalhou com Lanthimos no ótimo “O Lagosta”, “A Favorita” é um dos mais aguardados filmes da atual temporada.

A obra, que acompanha desentendimentos da burguesia inglesa no século XVIII, parece, assim como “O Lagosta” fez, satirizar a sociedade retratada. O filme conquistou o prêmio do Júri no Festival de Veneza e seu diretor já havia tido um filme indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original.

“Green Book”, de Peter Farrelly

O filme de um dos irmãos Farrelly chegou como surpresa, mas já se tornou um dos principais filmes da temporada por ter conquistado o prêmio do Festival de Toronto, quando disputou com grandes favoritos como “Nasce Uma Estrela”. Do mesmo diretor de “Debi & Lóide”, “Green Book” traz no elenco Viggo Mortensen (que foi muito elogiado recentemente por seu trabalho em “Capitão Fantástico” e Mahershala Ali (vencedor do Oscar de Coadjuvante por “Moonlight”). A trama acompanha Tony Lip (Mortensen), um homem que, após ver sua discoteca fechar as portas, precisa encontrar um novo emprego. Sua busca acaba levando para uma road trip com Don Shirley (Ali).

 “If Beale Street Could Talk”, de Barry Jenkins

O segundo longa-metragem de Barry Jenkins (“Moonlight”) adapta o romance de James Baldwin, que é um dos mais importantes autores negros da história e que é referência em obras que discutem sexualidade e tensões raciais.

A trama de “Se a Rua Beale Pudesse Falar” acompanha Fonny e Tish, um casal apaixonado. Ambos utilizam o amor como escudo para suas famílias e o hostil mundo exterior, até que Fonny é falsamente acusado de estupro. Após sua prisão, Tish descobre que está gravida. Ela, então, corre contra o tempo para, junto de sua família e advogado, encontrar evidências da inocência de seu amado e libertá-lo a tempo do pai estar presente no nascimento do filho.

“Nasce Uma Estrela”, de Bradley Cooper

“Nasce Uma Estrela” é a estreia de Bradley Cooper na direção. Ele também co-escreve e co-protagoniza o musical, que acompanha a ascensão de Ally (Lady Gaga) ao estrelato enquanto seu marido vive um momento conturbado na carreira. O filme foi elogiado nos festivais por onde passou e é um dos – se não o principal – favoritos aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Atriz.

Vale lembrar que “Nasce Uma Estrela” já teve versões lançadas em 1937, por William A. Wellman, 1954, por George Cukor, e 1976, por Frank Pierson. A versão de 1954 é protagonizada por ninguém menos que Judy Garland, enquanto a de 1976, que foi a mais bem recebida, tem Barbra Streisand no papel principal.

“Pantera Negra”, de Ryan Coogler

Há grandes chances de “Pantera Negra” conquistar algumas boas indicações ao Oscar pelo momento em que vivemos. Com uma indústria cada vez mais preocupada com a representatividade, se tornou natural que tenhamos, pelo menos uma vez por temporada, uma obra representativa concorrendo aos prêmios principais.

Em 2017, o ótimo “Moonlight” conquistou o prêmio principal. Em 2018, “Corra!”, de Jordan Peele, concorreu nas principais categorias e abocanhou o prêmio de Melhor Roteiro Original. A Marvel e a Disney apostam que, em 2019, o filme da vez será “Pantera Negra”, o mais elogiado trabalho do universo cinematográfico da Marvel.

“O Primeiro Homem”, de Damien Chazelle

Vencedor do Oscar de Melhor Diretor em 2017 por “La La Land”, Damien Chazelle já havia conquistado público e crítica com o excelente “Whiplash”, de 2014. Chazelle agora segue um caminho diferente contando a história do astronauta Neil Armstrong, também conhecido como o primeiro homem a pisar na lua. No papel principal está Ryan Gosling, que foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por “La La Land”. Pelo histórico de reconhecer filmes biográficos, é muito provável que o filme conquiste muitas indicações na próxima temporada de premiações.

“Roma”, de Alfonso Cuarón

O filme que acabou excluído de Cannes por conta de sua distribuição pela Netflix, mas conquistou o Leão de Ouro do Festival de Veneza, “Roma” é o primeiro filme de Cuarón desde “Gravidade, filme que lhe rendeu os Oscar de direção e montagem. A trama acompanha a vida de uma família de classe-média do México nos anos 70. Pelo fato de as relações entre Hollywood e a Netflix estarem cada vez mais amistosas, é provável que a obra seja reconhecida pela Academia.

“Infiltrado na Klan”, de Spike Lee

Spike Lee ganhou o Prêmio do Júri de Cannes com “Infiltrado na Klan”, o que instantaneamente disparou a expectativa em relação ao seu filme. Produzido por Jordan Peele (cineasta vencedor do Oscar por “Corra!”) e baseado no livro escrito por Ron Stallworth, o longa conta a história real de dois policiais que se infiltram em uma das administrações da Ku Klux Khan no Colorado. Um dos agentes, negro, chegou inclusive a ocupar cargos altos da hierarquia local na época, administrando a organização que prega a supremacia branca mesmo sendo exatamente o tipo de alvo mirado pelo grupo. O momento político dos Estados Unidos certamente influencia na repercussão do filme.

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